As vezes quero dialogar por aqui, no virtual. Ando tentando parar de mexer no celular, até instalei um aplicativo para isso. Tecnologia para parar de mexer com tecnologia. A patologia. Seguimos cansadas, ao mesmo tempo sabemos o porquê e em outro momento perco o sintoma, mas jamais a doença. Cansei de apagar e transferir... deixei ser. No fim dos fatos os bloggers morreram, as redes sociais vivem como narciso e eu sigo doente de tecnologia. Mamãe não gosta que me refiro a palavra 'doente' para lidar com as redes sociais e celulares e tudo mais. Porém, o que seria denominado? há abstinência, além de ansiedade, me falta ar para seguir sadia. Já não sinto mais que tenho tempo e tudo se foi da mesma forma que veio. Cansada, mas de que? se passo o dia deitada, como se os 20 anos estivessem estacionados e a energia em conserva para quando eu bem quiser despila. Piscarei, ali já não serei eu. Jamais foi. Sei que ando existencial, fico assim depois de janeiro, no final dele especifi...
Na morada, eu moro. têm morro alto chamado Peduleque. Nome próprio que aos 7 anos a gente inventa, como quem lida com fator de felicidade. Na morada onde fui, era raiz no céu laranja. Era ciranda de criança, era na morada perto de casa. Onde a hora passava sem se ver, quando o carinho da natureza se fazia presente em um segundo de prazer. Era namorada da vida era um vai- e -vem de términos e recomeços.
Não me dou falta de mim Da rotina inexistente Do sexo ruim De não dormir cedo E de outras tantas que nem me lembro mais É tanta fala para pouco vivência Tanta poesia para nenhum amor pulsante Tanta energia para pouco trabalho Me busca daqui de cima, quero me encontrar Será que deveria ir? Sumir? Desfrequentar a frequência? Desacelerar? Desbravar? Dês. Qualquer coisa. Já não me basta sonhar
Comentários
Enviar um comentário