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Oi, Drummond.

 As vezes quero dialogar por aqui, no virtual. Ando tentando parar de mexer no celular, até instalei um aplicativo para isso.  Tecnologia para parar de mexer com tecnologia. A patologia. Seguimos cansadas, ao mesmo tempo sabemos o porquê e em outro momento perco o sintoma, mas jamais a doença. Cansei de apagar e transferir... deixei ser. No fim dos fatos os bloggers morreram, as redes sociais vivem como narciso e eu sigo doente de tecnologia. Mamãe não gosta que me refiro a palavra 'doente' para lidar com as redes sociais e celulares e tudo mais. Porém, o que seria denominado? há abstinência, além de ansiedade, me falta ar para seguir sadia. Já não sinto mais que tenho tempo e tudo se foi da mesma forma que veio. Cansada, mas de que? se passo o dia deitada, como se os 20 anos estivessem estacionados e a energia em conserva para quando eu bem quiser despila. Piscarei, ali já não serei eu. Jamais foi. Sei que ando existencial, fico assim depois de janeiro, no final dele especifi...

A falta

 Não me dou falta de mim  Da rotina inexistente Do sexo ruim  De não dormir cedo E de outras tantas que nem me lembro mais É tanta fala para pouco vivência Tanta poesia para nenhum amor pulsante  Tanta energia para pouco trabalho  Me busca daqui de cima, quero me encontrar  Será que deveria ir? Sumir? Desfrequentar a frequência? Desacelerar? Desbravar? Dês. Qualquer coisa. Já não me basta sonhar 

R ir

 As vezes eu me sinto mulheres Amando mulheres  Abraçando mulheres  Amando mulher  Escolhendo o feminino  Me sinto tão tão compreendida  Retribuída  Recíproca. Beijando mulheres  Voltarei a ser eu quando sentir o gosto da mulher  Que vem em minha mente  A conhecida  A que desconheço  A amiga  Ou aquela que imaginei como uma mistura de faces que visualizei durante a vida, rostos que jamais irei tocar se não em sonho.  Eu já fui mulher, todas as vezes que pensei nelas. Continuo andando para o fosso que me atrasei para vir.  Reconsiderei a trajetória, e olha que nem falo inglês. Arrumei meus pares, desprendi-me dos pais. Já nem sei se sou mulher ou bicho, o feminino as vezes me foge, como nanã. Os holofortes me guiam, e enterro o que me faria feliz se eu fosse eu, absurdamente absoluta eu.  Seria diferente, não tão eu. Já não sou feminina, mas não me julgue o oposto. Não me desarme do meu útero, a força da terr...

na morada

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Na morada, eu moro. têm  morro alto chamado Peduleque. Nome próprio que aos 7 anos  a gente inventa, como quem lida com fator  de felicidade. Na morada onde fui, era raiz no céu laranja. Era ciranda de criança,  era na morada   perto de casa. Onde a hora passava sem se ver,  quando o carinho da natureza se fazia presente em um segundo de prazer. Era namorada da vida era um vai- e -vem  de términos  e recomeços.

Diga não ao Padrão

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sonhos aos quarenta e cinco ?

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Cara Flavia, Irei começar a carta logo te confessando que nunca refleti em uma vida aos quarenta e cinco anos, pois quando se tem quinze anos à vida parece que acaba aos trinta. O que é um engano. Espero que concorde comigo. Na verdade espero muita coisa de você, se não acredita em mim te recomendo ler os meus queridos trilhões de diários feitos com exagerados sentimentos de uma adolescente incompreendida. Mas sei que vai me compreender, porque eu também faço parte de você, sim ainda faço. Te garanto que se me procurar vai encontrar. Em falar em esperar, não me digas que esperou para realizar o sonho. Aquele sonho que nos roubara noites mal dormidas sonhando acordada, que nos fizera inventar histórias complexas que sabíamos que nunca iria se realizar exatamente naquele contexto absurdo. Mas o prazer de pensar já era o suficiente. Me diga, viajastes o mundo como havia me prometido? Se a resposta for não, peça desculpa a menina que tu decepcionaste. Entretanto se a ...
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Oi, meu nome é Susani, sou negra e nunca fui magra, muito menos alta. Um afronto ao padrão da sociedade pode-se dizer.Desde bem pequena, sofri com a falta de referencia em ter uma princesa da disney que me identificasse fisicamente, sofri com a diferença de tratamento e de olhar com que as pessoas me tratavam. Fico feliz em saber que hoje há princesas negras e que o racismo não é mais algo oculto, que as pessoas estão protestando de várias maneiras contra isso. O homem branco hetero diz ' o mundo esta chato, as pessoas nao   sabem mais rir de algo engraçado" digo a ele que para  nós minoria, já estava chato faz tempo.     Até pouco tempo  a adolescencia me afetou d eforma negativa, ou melhor dizendo, me deixei afetar de forma negativa, por não ser padrão, por nao ser alta, magra do cabelo loiro até bunda. Parece ser facil, mas aos quinze anos é tudo tão delicado, principalmente para as meninas. Elas já são inseguras por natureza, agora imagine na adoles...